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Pacientes esperam horas por atendimento em hospitais do governo por falta de autorização para trabalho médico em Roraima

Pacientes aguardam no Pronto Atendimento Cosme e Silva, no bairro Pintolândia, Zona Oeste de Boa Vista. Vinícius Picanço/Rede Amazônica Pacientes relataram ...

Pacientes esperam horas por atendimento em hospitais do governo por falta de autorização para trabalho médico em Roraima
Pacientes esperam horas por atendimento em hospitais do governo por falta de autorização para trabalho médico em Roraima (Foto: Reprodução)

Pacientes aguardam no Pronto Atendimento Cosme e Silva, no bairro Pintolândia, Zona Oeste de Boa Vista. Vinícius Picanço/Rede Amazônica Pacientes relataram horas de espera por atendimento no Hospital Geral de Roraima (HGR) e no Pronto Atendimento Cosme e Silva, em Boa Vista, na manhã desta sexta-feira (6). O g1 apurou que a demora ocorreu porque médicos que prestam serviço para a rede estadual ficaram impedidos de assumir os plantões, devido à falta de Ordem de Serviço que deveria ser emitida pelo governo. Entenda 🔎: Sem a Ordem de Serviço, a atuação dos médicos nas unidades de saúde é considerada ilegal. Profissionais que não quiseram se identificar relataram que as empresas pelas quais são contratados estavam há cinco dias sem o documento oficial para exercer as funções nos plantões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não falou sobre o motivo para a demora nos atendimentos, mas negou que o Hospital Cosme e Silva esteja sem ordem de serviço. Em nota, a pasta informou que "a situação está regularizada e os serviços seguem normalmente". Sem os profissionais suficientes, os pacientes enfrentaram horas de espera. Um homem que buscou atendimento para a esposa no Cosme e Silva na manhã desta sexta, e preferiu não se identificar, relatou à Rede Amazônica as dificuldades na unidade. Ele contou que, com a falta de equipe, os próprios acompanhantes precisavam buscar cadeiras de rodas e macas. "Falta profissional suficiente aqui [...] Esse hospital atende mais de 10 bairros. Tem gente que chega aqui e ela mesma precisa pegar a maca ou a cadeira de rodas, isso quando tem. Hoje mais cedo tinha acompanhante pedindo uma maca e não tinha", desabafou. A reportagem apurou que a Sesau vinha sendo cobrada para regularizar a documentação desde a última terça-feira. No entanto, as Ordens de Serviço só começaram a ser liberadas no sistema estadual por volta das 9h desta sexta, quando o trabalho começou a ser retomado. Uma médica que atua no Pronto Atendimento Cosme e Silva por meio de empresa credenciada, e que não quis se identificar, explicou que apesar de terem sido liberadas, as novas Ordens de Serviço vieram com restrições na capacidade de atendimento. "Foram liberadas [as Ordens de Serviço] parcialmente, com redução abrupta no número de plantões, o que, de qualquer maneira, vai impactar nos serviços ofertados à população. Muitos lugares ficarão desassistidos, já que só podemos cumprir a quantidade prevista pela Sesau [nas OSs]", disse a profissional. O modelo de trabalho afetado pela falta de Ordem de Serviços faz parte de um projeto de credenciamento aberto do governo estadual. Nesse formato, o Estado contrata empresas para o fornecimento de profissionais de saúde em plantões de seis horas. contratação serve para atuar de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS). Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.